Monumento de homenagem a Truus Wijsmuller, conhecida como Tante Truss. Em Alkmaar, Holanda

“Recomendo este livro a todos aqueles que pensam que uma só pessoa não pode fazer a diferença”

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 Janeiro

Acerca das críticas que li sobre o livro que passo a apresentar-vos, há uma autora que resume um dos aspetos essenciais da obra e da História. A escritora Karen Joy Fowler recomenda O Último Comboio para a Liberdade, da best seller do The New York Times, Meg Waite Clayton, a “todos aqueles que pensam que uma só pessoa não pode fazer a diferença”.

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, hoje 27 Janeiro, é um dia difícil de lembrar mas que ninguém pode esquecer. É uma obrigação lembrar o assassinato em massa de seis milhões de judeus pelos nazis e respetivos colaboracionistas. É um compromisso para a História não esquecermos um dos maiores crimes contra a Humanidade.

Neste cenário de gigantes proporções há um nome que nos traz a esperança na Humanidade. Há uma mulher comum chamada Truss Wijsmuller, e que ficou conhecida como Tante Truss (Tia Truss), que, em plena época nazi, propõe-se a salvar crianças judias. Numa altura em que a maioria dos países fechou as fronteiras, a Grã-Bretanha decidiu abrir as portas aos refugiados. E é então que esta holandesa corajosa Tante Truss consegue ter acesso a Adolf Eichmann, à época, o responsável pela emigração judaica, em Viena.

Possivelmente admirado com tamanha ousadia, Adolf acede ao pedido de libertar crianças judias com destino a Inglaterra. Mas lança-lhe o desafio traçando condições “impossíveis”. Truss teria que tratar do transporte, apenas poderiam iriam crianças sem pais, e Truss teria apenas cinco dias para organizar esta missão.

O primeiro transporte destes jovens refugiados chegou à Grã-Bretanha, via Holanda, em 11 de dezembro de 1938. Estima-se que os transportes de crianças (Kindertransport  em alemão) conseguiram resgatar cerca de 10 mil crianças judias até à II Guerra Mundial. Algumas destas crianças foram as únicas pessoas das respetivas famílias a sobreviver ao Holocausto.

De uma forma fascinante e emocionante, a escritora Meg Waite Clayton apresenta-nos esta mulher e este momento da história.

De uma forma fascinante e emocionante, a escritora Meg Waite Clayton apresenta-nos esta mulher e este momento da história. E por momentos, graças à descrição e intensidade da escrita, Meg coloca-nos a nós também naquele comboio. O Último para a Liberdade.

"Recomendo este livro a todos aqueles que pensam que uma só pessoa não pode fazer a diferença" O-ultimo-comboio-para-a-liberdade-205x300

O último comboio para a liberdade, Meg Clayton

Foto Destaque: Monumento em homenagem a Truss Wijsmulle, em Alkmaar, Holanda

 

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A Noite da Má Língua 24 Janeiro 2022

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