Vitor Cunha, o sonho da carta de condução

O Sonho de Vítor Cunha

Inspirados pelo Dia Mundial do Sonho, dia 25 de setembro, continuamos à caça dos sonhadores.

A iniciativa “não há idade para o sonho” continua a levar esperança a mais casas e famílias. Desta vez, o sonho vai bater à porta de Vítor Cunha, um homem de 42 anos que é cozinheiro num restaurante da linha de Sintra, em Algueirão. Vamos oferecer-lhe a carta de condução. Mas, perguntamos nós, por que razão quer agora o Vítor a carta de condução? Vítor explica-nos que nunca teve oportunidade financeira nem nunca sentiu a urgência da aptidão para conduzir. Neste momento é uma prioridade. A mãe, Maria de Fátima, 75 anos, sofre de insuficiência cardíaca (na sequência de um  AVC) e, pela insuficiência respiratória grave que apresenta, depende de oxigénio e ventilação. Maria de Fátima está totalmente dependente do filho, que a recebeu na sua casa, com amor e generosidade. “Está na altura de ser eu a cuidar dela. É o meu dever e o meu desejo”, diz com firmeza, recuperando os tempos em que a mãe, vítima de violência doméstica, decidiu sair de casa, abandonar o pai e cuidar sozinha dos seus dois filhos. Um deles está em Inglaterra. Sobra Vítor, que conta com a ajuda de uma senhora, que faz a sua vez junto da mãe, enquanto Vítor está a trabalhar. Às 15h, é tempo de apanhar um transporte público e sair do restaurante, para correr em direção a casa, dar o banho e as refeições à sua mãe. Todos os dias de Vítor são assim preenchidos, sendo que a azáfama agrava quando necessita de acompanhar a mãe a consultas ou a exames médicos. O dinheiro em táxis, a confusão dos autocarros são os males inevitáveis. É nestas alturas que Vítor pensa: falta a carta de condução, a base que poderia aliviar um pouco esta carga, tão pesada para um homem, que também é filho.

Maria de Fátima pode contar com o Vítor. E, com a nossa pequena ajuda – uma gota de água, o Vítor pode contar com a carta de condução.

 

 

 

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