Petição contra o peso excessivo das mochilas escolares em Portugal

A petição online já conta com as assinaturas da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, e de personalidades como José Wallenstein, actor e encenador, e Cláudia Pinto, jornalista.

Esta petição baseia-se num estudo de 2003, realizado pela DECO e pela revista Proteste, que pesou 360 crianças e as suas respetivas mochilas escolares em 14 escolas públicas e privadas.

Este estudo revelou que 53% das crianças transportavam mochilas com uma carga acima do recomendável pela Organização Mundial de Saúde – 10% do seu próprio peso. Esta carga foi determinada e foram colocados avisos pela OMS dado que crianças que transportam regularmente peso excessivo às costas são as que têm mais probabilidade de desenvolver deformações ao nível ósseo e muscular.

Após este estudo a DECO / Proteste apelou ao Ministério da Educação, escolas e editoras, que fossem unidos esforços no sentido de reverter esta situação, assim como uma melhor distribuição de aulas durante a semana, e a vigilância dos pais, mesmo com mochilas com rodas.

A petição denuncia a falta de ação face a este apelo e à manutenção das situações. Acrescenta que seis anos mais tarde do estudo original, uma tese de mestrado do curso de Engenharia Humana da Universidade do Minho revelou que quase dois terços dos alunos se queixavam de dores por causa do peso que carregam.

Esta petição pública conta com quase 22.000 assinaturas. Solicita com urgência uma legislação sobre medição do peso das mochilas, uma maior consciencialização da parte de pais e encarregados de educação e uma produção de livros com material mais leve, entre outras ações.

Poderá consultar a petição aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT84219

 

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